Sábado, Outubro 13, 2007
O amor não é tudo
Não és nada, deixa-me.
Não és nada, nada.
Tu não és nada, és do povo.
Eu pertenço ao povo como o resto dos arredores.
Tu não és nada, és usada pelo povo.
E não vês, não vês nada.
Mas gostas.
Miguel Cristóvão
Domingo, Outubro 07, 2007
Miguel Cristóvão
Sábado, Julho 28, 2007
Vomitos pensatórios
Miguel Cristóvão
Sábado, Janeiro 27, 2007
Limpezas
Por vezes cansada, outras seca.
Agarro em ti e faço te ficar molhada, humida!
No chão esfrego,
esfrego com toda a força
sem noção que poderei estar alejar te
Será que aguentas ou quebras?
Aguentas sim,
também não tens remedio
só penso em vir-me no fim,
quando acabar de limpar este meu tédio.
Esculpido em pedras assim esta
o meu nome que lá descança
Acabo o dia com a esperança
de amanhã não trabalhar até ás tantas.
Miguel Cristóvão
Segunda-feira, Dezembro 11, 2006
Espelhos da vida
-De quem é este corpo?
Terça-feira, Dezembro 05, 2006
Não percas esperança
Uma grande guerra esta a bater á porta.
Dá um passo á frente
e as ovelhas também seguiram
Não percas a esperança,
o sol brilha alto.
Despreza a matança,
desta tarde no asfalto!
Energia nuclear só traz problemas
nascem crianças fisicamente destruidas.
Esperem pelo apito!
Eu estou cá fora
fiquem á espera do apito e gritem!
Com o conhecimento que tenho da natureza
Sei que viveriamos mais tempo
mas a industria necessita,
de fumo para respirar.
Queimar Recursos.
Queimar Recursos.
Ouve o som do carvão a queimar...
O cheiro a fumo na roupa.
Hoje á tarde fiquei sem pulmões,
fui operado e morri asfixiado.
Ninguém vê e,
ninguém sabe
Mas vendem caixões baratinhos
ganham fortunas á conta do fumo.
Do fumo...
Abre os olhos e nunca mais feches
isto se quiseres protestar conosco
esta tarde eu toco o apito
eu ficarei cá fora e,
assim que tocar o apito, GRITEM!
Miguel Cristóvão
Cala-te
não julgues nem perguntes
Não sou aquilo que pensas
não fales nem olhes
Sou o nada.
Não sou homem, nem animal.
Sou o nada.
Sou perguntas sem respostas
Argumentos contraditórios
Sou o nada.
A unica coisa que faço é,
Dormir.
Dormo muito, sim muito que ás vezes fico dias e dias na cama.
E quando acordo, o cheiro a bafiu, as sms no telemovel...
Digo que faço e depois não faço o que digo.
Quando penso no que vejo e quando vejo o que penso no que pensei ontem á noite,
acabo sempre por adormecer.
Sou o nada
e tenho muito mas muito sono...
Miguel Cristóvão
Quarta-feira, Setembro 13, 2006
Sem ti...
perdiria todo o seu encanto,
Ao cruzar-se com a tristeza e a saudade.
Amo-te por amar
Não por querer amar.
Mas porque o destino assim o quis...
E o conseguiu.
Agora, já sinto-me melhor.
Percebi o significado da existencia
da cidade e dos carros.
O expoente do amor resolveu cair
ficando um amor que nos unirá,
pra todo o sempre.
A amizade.
Espero que esta amizade
Chegue para nós os dois
Poder-mos cruzar na rua
e sorrir.
Sorrir o mais alto que poder-mos
Porque a vida ensinou-me.
Sim ensinou-me a aproveita-la
para um dia não arrepender-me.
Gostaria de deixar nisto que escrevoa imagem da minha face
para veres o quanto te adoro
o quanto a minha amizade é grande.
Por ti...
Miguel Cristóvão
Domingo, Agosto 06, 2006
Tenho sete amigas e nenhuma delas me larga.
Sempre atrás de mim famintas e cheias de sede
E eu inocente dou-lhes o que elas querem
e no fim quando acabam, vão se embora.
Tenho sete amigas e nenhuma delas me larga.
Nenhuma telefona, nem manda mensagem.
Só vem ter comigo quando querem algo.
Tenho sete amigas e dessas sete amo uma,
quer dizer o resto também gosto
mas não tanto como aquela.
Tenho sete amigas e nenhuma delas me larga.
tantos mimos e festinhas
deixam-me todo arranhado,
e não vás mal porque também ninguém nota.
São só minhas estas sete amigas, gosto muito delas...
Miguel Cristóvão
Doi-me a alma quando deixas-me de lado
num canto escuro e ignoras, ignoras-me tanto
quando estou naquela canto escuro.
E tu pensas que um beijo tira toda aquela escuridão.
Mas não, não! Começo a sentir como um cão,
quando só aparece em casa porque tem que comer e dormir.
Usado? Jamais, amor!
Não feches a porta, por favor.
Eu amote tanto
és a luz neste canto escuro onde me ignoras.
Choro tanto que perco forças para trepar a cerca,
Cerca essa com arame farpado
onde inocentemente corto minhas mãos
e deixo á minha passagem um rasto de sangue
vermelho como os teus lábios
quente como o teu corpo
verdadeiro demais para ser meu.
Amor não é isto
Amor é morrer
Amor é sentir
Amor é puxar o autoclismo
Amor é cataclismo
Amor é fobia a outras
Amor é amor no banco do jardim
contigo em cima de mim.
És minha, só minha
Não fales agora porque a tua voz faz eco aqui no canto escuro
Apenas cala-te e toca no meu corpo magro e pele escura...
Eu não posso com as coisas que tu fazes,
sádica...
Miguel Cristóvão
Sábado, Julho 08, 2006
Desabafo Insano
Este meu prazer de escrever
morreu com todo o teu amor.
Perdi o jeito, se é que o tinha,
quando o dia de minha morte foi um rumor.
Nesta tua ausencia e vinda lenta
Caí no desespero de pensamentos suicidas,
O negro em mim assenta como uma luva.
Ah! apeteceu-me gritar para todas essas mentes vividas!
A vida é bela? Dizes-me tu...
Mal sabes tu, sim tu!
Que a vida como a conheces é um sonho dentro de um sonho,
O teu lado estupido de humano.
Miguel Cristóvão
Sexta-feira, Junho 09, 2006
Asas de Maria
As tuas palavras ferem-me a alma
e tu inconsciente, nem imaginas o quanto magoas...
Asas de Maria por favor protege-me
O teu poder carrega experiencia.
Asas de Maria...
Por ti ajoelho no chão e faço a minha oração
Perdoa este ser
esta mente deprimida,
Sou teu filho amado mas sem perdão.
Cinzas, sou cinzas queimadas antes do tempo
nasci numa época em que ninguém me compreende
Nem tu amor, Asas de Maria...
Meto a mão por cima de meu peito
onde esta um aperto sufocante que tira-me o ar.
O papel torna-se o mar
a caneta um barco sem rumo
que faz letras sem noção e certeza,
Tal como eu na vida...
Asas de Maria voa prá longe ao meu lado
E morre comigo...
Miguel Cristóvão
Domingo, Maio 28, 2006
Vem até á luz meu amor,
desespero pelo teu aperto
em quanto a saudade mata-me de calor.
Visões de memorias passadas são agora em branco e preto.
Vejo mal
por sinal
sou fraco,
estou tão fraco que caio no asfalto,
quente como inferno...
Nunca menti ou ocultei provas de minha maldade
porque tal coisa não existe dentro de mim.
Deixa-me agarrar-te mais uma vez
só mais uma.
Depois podes ir embora
que eu irei procurar a minha serenidade.
Miguel Cristovão
Quarta-feira, Maio 24, 2006
Esperei por muito tempo
mas hoje estou preparado para a morte
na praça da minha cidade,
onde a luz perde o brilho
e a minha alma parte contente.
Estou triste, mesmo depremido
que nem uma pedra encontro
para atirar ao rio das lagrimas.
Não digo coisa com coisa
nem coisa sem coisa
ou mesmo coisa com coisa, coisa.
Sexta-feira, Abril 28, 2006
Domingo, Março 26, 2006
Por todo o lado que olho tu lá estas, não és real...
Minha adorada sofia
há muito que a minha vergonha passou
por entre minhas mãos,
não temo agora juizos de outros
que pestaneijam de dor e ciumes
por aquilo que sinto por ti.
Jamais terei medo
a caminhar por entre tempestades
tornados de pessoas indecentes.
Transpiro amor por toda parte do meu corpo,
pela minha boca grito esperança,
de vivermos um dia como um só.
Cego, surdo e mudo
vejo-te
oiço-te
e chamo-te...
E não te peço que respondas.
"Apenas toca na minha face com tuas mãos,
beija forte na minha boca. "
Leva-me para longe nas tuas asas!
Vamos voar
eu quero voar
só contigo
apenas contigo...
Miguel Cristóvão
Quinta-feira, Março 23, 2006
Inconsciente corpo sádico
Ando perdido num pensar sangrento
onde transformo a minha fome por sangue
num kit de amor sadico para curar este meu tormento
sinto muito triste tania, rasguei-te o peito sem pensar
Perdi a consciencia daquilo que posso fazer.
Cada vez que vejo-a na rua tenho mais vontade e mais...
de um dia torna-la como eu, um vampiro sem casa.
Um azarento eterno corpo que por quem não tem prazer
Apenas aproveito-me dos seus corpos prá viver
Desculpem, estou arrependido do meu passado
as memorias continuam vivas e eu almadiçado
procuro o perdão de um Deus que não resolve em aparecer
Desejo-me a morte tal como a tua foi
e para isso criarei um monstro capaz de ir mais além que eu
E assim será uma morte justa e honrada...
Miguel Cristóvão
Terça-feira, Março 14, 2006
Odeio aquilo em que me tornei
Odeio-me! Odeio-me!
Odeio não cumprir promesas
Odeio correr riscos
Odeio-me a mim mesmo!
Odeio-me! Odeio-me!
o que a chuva deixa cair
e o deserto queima...
Sim! Sou eu esse mesmo nada,
o vazio do universo...
Sou o nada.
O reflexo de depressões não controladas
sociedades enganadas.
Desprezado por ti, só e unicamente por ti.
E mesmo assim não vês?
Miguel Cristóvão
Segunda-feira, Março 13, 2006
Necessito do teu lado perfeito
Se tudo fosse perfeito como estar ao teu lado
Viveria-mos para a eternidade com um sorriso nas nossas faces.
Correria por entre campos, por entre bosques,
Apenas para encontrar a rosa ideial para plantar no teu vaso.
Não encontro qualquer palavra
que possa descrever aquilo que sinto por ti.
Nem mesmo o que era um simples verso tem agora sentido
com as lágrimas que nele deixo cair
Por saber que amo-te de mãos cheias
e de um dia ter que deixar-te voar...
Necessito do teu lado perfeito
a correr por entre as minhas apaixonadas veias.
Amo-te!
Miguel Cristóvão
Quarta-feira, Março 01, 2006
O quê que interessa andar pela rua,
e ver um saco a voar?
Se hoje não há vento
Sou velho neste mundo novo
Perdido num andar de holocausto
matilhas de cães enraivecidos por um pensar
Pim, pom, tim ,tom!
Hoje só bebo tinto
de cigarro na boca.
Numa ultima hora ainda me perco no meio do oceano
Onde viveremos sempre revoltosos nesta prisão de casamentos
relações amestradas e domadas
muito antes de as ter.
Passei muito tempo sem conseguir dizer nada.
Ninguém me dizia nada
era um silencio bizarro.
Aquela dor,
O frio.
Ninguém dizia nada.
Agora digo porque não tenho medo
Mas mesmo assim ninguém me diz nada.
Arrasto as minhas pernas sem rumo,
pelo asfalto por onde toda gente passou.
E enquanto os ponteiros do relogio rodam
á procura de quem lhes pare,
Dou em mim caido pela estrada.
Sem ajuda, sem amor
nesta febre do salvasse quem poder...
A dor,
O frio
e ninguém me diz nada.
O silencio, A dor.
Já não digo coisa com coisa
alistei-me ao silencio
Sinto-me um dos vossos
sou um silenciador...
Miguel Cristóvão
Sábado, Fevereiro 25, 2006
A terra pela manhã deixa-nos um sabor de bom agrado no chá de tilia...
Serei eu selvagem quando sinto amor?
Por ti?
Já não interessa aquilo que escrevo
apenas quero e desejo escrever
ser famoso depois da morte
porque na vida sentiria-me estupido
Ser reconhecido durante a vida
é o tédio de qualquer artista.
Eu só quero ser como fernando pessoa, jim morrison...
escrever e sentir o deus lusitano dentro de mim
como florbela espanca e bocage.
A vida é sádica ao mesmo tempo confortante
autoclismo
excremento
tragicamente adoçante
nos teus lábios eu digo amor
prazer divino
vejo em ti demencia
melancolia
guerra lusitana
Ah! como é bom amar a patria!
A terra pela manhã deixa-nos um sabor de bom agrado no chá de tilia...
Miguel Cristóvão
Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006
Terra

Terra
Gostaria de ficar a pensar no que viria lá de cima.
Campos verdes e animais a pastar?
Ou prédios e poluição?
Não deixes demoluirem a tua casa
O ar puro,
frutos frecos criados na terra,
agricultures e toda a sua mão de obra.
Ás vezes fico triste por ver-te morrer,
Outras vezes também te esqueço...
Quero que vivas para os meus filhos
netos e bisnetos
dá-lhes de comer
vestir,
dá-lhes prazer.
No teu berço nasci, vivi e desejo morrer feliz
Amo o cheiro da tua terra,
do mar.
Do vento que bate na minha cara
Da chuva que cai sobre mim
com o designio de limpar os meus pecados como humano
Como parasita.
É ao sabor da chuva ao luar onde me sinto outra vez parte de ti
não como humano nem outro animal...
Mas como teu filho terra
que fugiu das tuas raizes para o exterior.
Miguel Cristóvão
Domingo, Fevereiro 12, 2006
Por entre as sombra do nosso mundo
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
Sonhos
Miguel Cristóvão
Sinto nojo daquilo em que nos tornamos...
Nem tudo é um conto de fadas, fantasias, animais que comunicam com seres humanos, a perda de alguém próximo deixa-nos de rastos, momentos perturbadores preparados para perguntas confusas sobre a nossa existencia. O porquê, o quando, a onde iremos morrer, parar para pensar...? Sinto entre minhas mãos sujas uma bola de perguntas sem respostas, utopias, visões. Nem sempre é fácil aceitar aquilo que somos e iremos ser perante tanta imundice, maldade, criminalidade...
Miguel Cristóvão
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
Desejo o teu cadaver amor...
Hoje estou cansado
Não quero escrever e muito menos ver...
a cor dos teus olhos verdes.
quero vê-los vermelhos, sangue.
Quero esfaquiar-te até á morte!
Romper o teu anus
vir-me, vir-me e vir-me...
Estou doente
Não, não!
Estou completamente doente
Não, jamais!
Adoro ser assim doente por ti
De tomar banho com o teu sangue
e do teu cranio uma tigela com leite condensado.
Que doce que tu és meu cadaverzinho do meu coração...
Miguel Cristóvão
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
O tempo é meu, só meu...
O tempo é meu, só meu...
O tempo é meu, só meu.
Quero-o todo para mim, só para mim...
Não o divido com ninguém
nem mesmo com o seu criador
Ele agora é só meu
o tempo.
Agora tenho tempo para tudo
Correr a todo o gás
Nasci com todo o tempo do mundo
sou um perito no que faço
Tenho sorte, sou um ás.
Ás de espadas, reis e rainhas
de todos eles prefiro as damas
choro e morro a todo o tempo
mas com elas vivo bem.
Miguel Cristóvão
Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
Não tenho palavras para arranjar um tal titulo...
As tuas mãos, um farol bem luminoso.
Esses olhos, o que a sabedoria te ofereceu.
A boca, a boca...
Não escrevo versos ao acaso
nem com alguma intenção
agarro-me apenas a este vaso
onde dou água ao nosso amor
Vai crescendo e tornando-se unico
Cheio de risos e momentos intimos.
Entre esta natureza gigante
ainda existe alguma da perdida e agora nossa, confiança...
Miguel Cristóvão
Sexta-feira, Janeiro 20, 2006
Sou um lobisomem
Sou um lobisomem
O uivar do lobo á luz da lua
lembra-me os tempos do meu covil
as transfomações bizarras,
as caras dos cadaveres humanos.
Eram tempos gloriosos
onde venerava a lua,
o berço,
a guerra.
Sou um lobisomem
adoraria comer-te viva
mesmo que fosses minha mãe,
irmã ou leprosa.
Cheira-me, sempre a sangue fresquinho
pelas manhãs de aço.
Amo a noite, a lua, o sangue.
Quero a noite, a lua, o sangue.
Vivo para a noite, a lua, o sangue.
Sou um lobisomem...
Miguel Cristóvão
Terça-feira, Janeiro 17, 2006
Gelados momentos
Relogios parados, gelados momentos de amor
trazem memórias de tempos perdidos
onde prelongam esta minha raiva e dor.
Somente as asas nas minhas costas
oferecem prazer prá quebrar este meu tédio.
melancolia, pudor...
grandioso senhor perdoai estas lindas almas.
sacrificada garrafa de vinho
enche-te de tinto
delicia-me este meu dificel paladar
e sádico muito sádico,
ganharei vida de novo...
Miguel Cristóvão
Domingo, Janeiro 15, 2006
Adore
onde mesmo assim não chegam para descrever
A batida forte que sinto cá dentro
quando beijo esses teus puros lábios ao anoitecer
Necessito desse teu olhar
Necessito desse teu conforto
Nestas noites frias ao luar
Não fiques surpresa, eu adoro-te
Não fiques triste, eu adoro-te
Fica só comigo
só por hoje
Eu adoro-te...




